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O poder do brincar na sala de aula

Como referenciar este texto: O poder do brincar na sala de aula. Rodrigo Terra. Publicado em: 24/01/2026. Link da postagem: https://www.makerzine.com.br/educacao/o-poder-do-brincar-na-sala-de-aula/.


 
 

Ao permitir escolhas, experimentação e cooperação, o aluno transforma o conhecimento em prática, consolidando aprendizados de forma significativa.

Este artigo apresenta abordagens ativas com exemplos simples que cabem no dia a dia da escola.

Você encontrará estratégias para planejar, executar e avaliar o brincar, sempre com foco na equidade e no progresso de cada estudante.

 

Por que brincar funciona

Brincar ativa áreas cerebrais envolvidas em memória, atenção e resolução de problemas, consolidando aprendizados de forma significativa.

Ao transformar dificuldades em desafios lúdicos, a sala se torna um ecossistema de experimentação, onde o erro é visto como pista para avançar.

Quando o aluno participa de atividades curtas de jogo com objetivos claros, ele pratica estratégias de pensamento crítico, planejamento e colaboração, fortalecendo a retenção de conteúdos.

Brincadeiras bem desenhadas conectam teoria e prática, permitindo que conceitos abstratos se tornem experiências tangíveis que podem ser revisitadas ao longo do tempo.

O brincar também favorece a inclusão: ao oferecer múltiplos caminhos de participação, respeita o ritmo de cada estudante e incentiva a participação de quem costuma ficar à margem, promovendo um ambiente de aprendizagem mais equitativo.

 

Brincadeiras com propósito

Planeje atividades que integrem objetivos curriculares com dinâmica lúdica, conectando conteúdo a situações de uso real.

Use roteiros simples de jogos, desafios ou narrativas que orientem a prática e a avaliação formativa.

Ao usar brincadeiras com propósito, o professor pode segmentar objetivos de forma acessível, permitindo que cada aluno avance no seu ritmo.

Inclua momentos de reflexão, nos quais a turma interprete o que aprendeu e conecte teoria com ações concretas no dia a dia da escola.

Adote avaliações formativas simples, como observação, registros ou rubricas, para adaptar atividades, promover equidade e acompanhar o progresso de cada estudante.

 

Estratégias de sala de aula ativas

Organize estações de brincadeira, design thinking em mini-projetos e participação rotativa para manter a atenção e a participação de todos.

Estimule perguntas abertas, colaboração e reflexão metacognitiva durante as atividades.

Inclua rubricas simples para avaliação formativa durante as atividades, sem interromper o fluxo de aprendizado.

Utilize exemplos práticos alinhados aos conteúdos curriculares, conectando teoria com prática e permitindo que cada aluno encontre um papel relevante no grupo.

Considere a diversidade de ritmos de aprendizagem, oferecendo opções de desafio e suporte para que todos avancem.

 

Avaliação formativa pelo brincar

Use rubricas simples, observação sistemática e feedback imediato para orientar o desenvolvimento de habilidades durante as atividades lúdicas, permitindo que estudantes percebam seu progresso de forma concreta.

Documente evidências de processos, não apenas de produtos, para acompanhar o progresso ao longo do tempo. Registre escolhas, estratégias utilizadas, perguntas feitas e resultados observados durante o brincar.

Transforme a avaliação em uma conversa formativa: perguntas abertas, autoavaliação guiada e metas de curto prazo orientadas pela brincadeira, fortalecendo a metacognição dos alunos.

Planeje com a avaliação em mente, alinhando objetivos de aprendizagem, atividades lúdicas e critérios de sucesso. Utilize rubricas visuais, listas de verificação e oportunidades de melhoria para tornar o feedback ativo e acessível a todos.

Garanta equidade na participação, oferecendo opções diversas de expressão e envolvendo a turma na coavaliação. Quando o brincar é valorizado como prática formativa, ele sustenta o progresso de cada estudante.

 

Inclusão e acessibilidade

Adaptar materiais, ritmos e suportes visuais garante participação de estudantes com diferentes necessidades, promovendo o design de atividades que respeitem a diversidade cognitiva, linguística e sensorial.

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Brincadeiras inclusivas promovem empatia, protagonismo e pertencimento no grupo classe, ajudando a construir relações positivas e um clima de aprendizado onde cada voz é valorizada.

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Ao planejar atividades, vale combinar instruções claras, opções de escolha, retrabalho de atividades e feedback imediato para que todos possam acompanhar o ritmo sem se sentirem marginalizados.

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O brincar oferece oportunidades para diagnosticar barreiras pedagógicas e adaptar os objetivos de aprendizagem com base no progresso de cada aluno, mantendo o foco na equidade.

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Experiências lúdicas simples, como jogos de memória, dramatização, construção com blocos ou pistas sensoriais, podem ser utilizadas em sala para conectar conteúdo curricular a experiências reais, tornando o aprendizado mais significativo.

 

Planejamento curricular que brinca

Ao planejar curricularmente com foco no brincar, alinhe cada atividade a uma competência da BNCC, definindo metas de aprendizagem, critérios de avaliação e progressões claras para os diferentes níveis de desenvolvimento.

Invista no espaço da sala, dispondo de cantos temáticos, materiais acessíveis e rotinas de planejamento que integrem teoria e prática lúdica, permitindo que as crianças experimentem, reflitam, errem e avancem.

Inclua o planejamento colaborativo entre professores, especialistas e famílias, com momentos de co-ensino, observação e ajustes pedagógicos que tornem o brincar uma ponte para conteúdos disciplinares e habilidades socioemocionais.

Trabalhe com exemplos práticos: selecione atividades que gerem evidências de aprendizagem (portfólios, rubricas simples, registros de observação) e utilize a avaliação formativa para orientar o próximo ciclo de planejamento, favorecendo inclusão e progressão de todos os estudantes.

 

Rodrigo Terra

Com formação inicial em Física, especialização em Ciências Educacionais com ênfase em Tecnologia Educacional e Docência, e graduação em Ciências de Dados, construí uma trajetória sólida que une educação, tecnologias ee inovação. Desde 2001, dedico-me ao campo educacional, e desde 2019, atuo também na área de ciência de dados, buscando sempre encontrar soluções focadas no desenvolvimento humano. Minha experiência combina um profundo conhecimento em educação com habilidades técnicas em dados e programação, permitindo-me criar soluções estratégicas e práticas. Com ampla vivência em análise de dados, definição de métricas e desenvolvimento de indicadores, acredito que a formação transdisciplinar é essencial para preparar indivíduos conscientes e capacitados para os desafios do mundo contemporâneo. Apaixonado por café e boas conversas, sou movido pela curiosidade e pela busca constante de novas ideias e perspectivas. Minha missão é contribuir para uma educação que inspire pensamento crítico, estimule a criatividade e promova a colaboração.

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