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Biologia – Reino Fungi – Importância

Como referenciar este texto: Biologia – Reino Fungi – Importância. Rodrigo Terra. Publicado em: 12/02/2026. Link da postagem: https://www.makerzine.com.br/educacao/biologia-reino-fungi-importancia/.


 
 

Durante a aula, discutiremos a diversidade do reino Fungi, suas estratégias de nutrição, ciclos de vida e interfaces com plantas, animais e microrganismos presentes no solo e no ambiente urbano.

Serão discutidas aplicações biotecnológicas, como fermentação, produção de antibióticos e bioremediação, além de impactos econômicos, sociais e ambientais.

O objetivo é desenvolver habilidades de observação, pensamento crítico e comunicação científica, com metodologias ativas que promovam investigação e colaboração entre alunos.

 

Contextualização evolutiva e diversidade

Fungi formam um reino eucarioto distinto dentro do domínio dos opisthokontos. Suas células possuem parede de quitina e, na maioria das espécies, organizam-se como micélio, composto por hifas que exploram o substrato, ou, em muitas linhagens, como formas unicelulares (levaduras). Do ponto de vista evolutivo, os fungos compartilham traços com animais, mas desenvolveram estratégias de nutrição baseadas na digestão extracorpórea de matéria orgânica.

A diversidade do reino Fungi abrange fungos filamentosos, cogumelos macroscópicos, leveduras e microrganismos microscópicos, ocupando nichos ecológicos que vão desde solos e madeira até ambientes urbanos. Grupos como Ascomycota, Basidiomycota, Zygomycota e outros exibem uma diversidade de formas, de esporos sexuais e assexuados, e de modos de vida, desde decompositores até parasitas e mutualistas.

Ecologicamente, fungos atuam como decompositores centrais, convertendo matéria orgânica em nutrientes disponíveis para outros organismos. Eles formam relações de mutualismo com plantas (micorrizas) que ampliam a captação de água e minerais, assim como associações com algas ou cianobactérias em líquenes. Essas interações influenciam a fertilidade do solo, a saúde de ecossistemas florestais e a resiliência de habitats.

Na prática humana, os fungos são aliados da biotecnologia e da indústria. Exemplos de funções e aplicações incluem:

  • Fermentação de pão, vinho, queijos e bebidas fermentadas
  • Produção de antibióticos, enzimas industriais e proteínas recombinantes
  • Bioremediação de solos contaminados e degradação de poluentes
  • Modelos de pesquisa em biologia celular, genética e ecologia

 

Importância ecológica

Fungi atuam como decompositores primários, quebrando matéria orgânica e liberando nutrientes para o ciclo de carbono e nitrogênio.

Participam de simbioses importantes, como micorrizas (associação com raízes de plantas) e líquenes, influenciando a produtividade agrícola e a saúde dos ecossistemas.

No solo, fungos formam redes de micélio que aumentam a porosidade, melhoram a estrutura do solo e promovem a retenção de água, facilitando a absorção de nutrientes pelas plantas.

Essas redes miceliais ajudam na transferência de nitrogênio, fósforo e outros minerais entre plantas, contribuindo para a resiliência de comunidades vegetais em ambientes adversos e na recuperação de ecossistemas degradados.

Além disso, fungos suportam processos de biotecnologia natural, como bioremediação de solos contaminados, produção de antibióticos e alimentos fermentados, demonstrando a interligação entre ecologia, economia e saúde pública.

 

Importância econômica e social

Na indústria alimentícia, leveduras são usadas na fermentação de pães, bebidas e queijos, enquanto fungos como Penicillium produzem antibióticos. Esses processos evidenciam a utilidade econômica e tecnológica dos fungos.

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Além da alimentação, os fungos fornecem enzimas, microrganismos úteis e moléculas para indústrias como detergentes, têxteis, biocombustíveis e farmacêuticas, ampliando o conjunto de aplicações comerciais.

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Na medicina e na agricultura, fungos contribuem com antibióticos, fungicidas biológicos e associações benéficas com plantas (micorrizas), que ajudam a aumentar a produtividade agrícola e reduzir perdas por doenças.

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Do ponto de vista social e ambiental, a indústria fúngica cria empregos, impulsiona pesquisa e formação de profissionais, e estimula políticas de inovação. Ao mesmo tempo, requer manejo responsável, biossegurança e cuidado com impactos ecológicos, para manter a sustentabilidade e a saúde pública.

 

Metodologias ativas para o ensino

Metodologias ativas: em vez de apenas leitura, proponha estudo de caso, investigação científica simples, observação com microscópio e registro de dados. O objetivo é envolver os alunos na construção de conhecimento ao conduzir perguntas, hipóteses e experimentos simples, promovendo autonomia e colaboração.

Atividades: diário de campo, identificação de estruturas (hifa, micélio, esporângios) e apresentação de resultados em turma, com feedback formativo. Os alunos registram observações em diário de campo, incluindo evidências visuais, hipóteses sobre função das estruturas e debate em grupo sobre a diversidade de fungos presentes no ambiente.

Como implementar: planeje sessões de 50–70 minutos, divida a turma em equipes, defina papéis (coordenador, anotador, apresentador) e utilize rubricas simples para avaliação de observação, interpretação de dados e comunicação.

Recursos e adaptação: utilize lupas, lâminas, amostras seguras, fotos e recursos digitais; adapte atividades para diferentes contextos de sala de aula, incluindo uso de dispositivos móveis e plataformas de colaboração. A interdisciplinaridade pode conectar biologia com geografia, química e tecnologia.

Avaliação e continuidade: avalie por meio de um portfólio de evidências, apresentação oral e relatório sintético; inclua autoavaliação e feedback formativo, com rubrica de desempenho que considere observação, interpretação, comunicação e trabalho em equipe.

 

Integração interdisciplinar

Integração com Química e Geografia: fermentação envolve reações químicas e produção de CO2; geografia analisa a distribuição de fungos no solo e seu papel na agricultura.

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História da ciência: descoberta da penicilina por Alexander Fleming e impactos sociais e médicos, conectando ciência, tecnologia e sociedade.

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Interação com Botânica e Ecologia: fungos formam relações simbióticas com plantas (micorrizas) que aumentam a absorção de nutrientes, influenciando a produtividade agrícola.

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Aplicações tecnológicas: fermentação na indústria alimentícia, produção de antibióticos, enzimas fúngicas para biotecnologia e bioremediação de resíduos, conectando teoria com prática laboratorial.

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Aspectos sociais e ambientais: manejo sustentável, biodiversidade, impacto econômico para comunidades agrícolas, e ética no uso de fungos na indústria farmacêutica.

 

Recursos didáticos abertos

Recursos didáticos abertos de universidades públicas e pesquisadores podem apoiar o ensino de Fungos, promovendo acesso, atualização e colaboração entre estudantes.

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Ao trabalhar com a biologia do reino Fungi, diferentes materiais em PT-BR ajudam a contextualizar conceitos de taxonomia, fisiologia, ecologia e aplicações biotecnológicas, tornando o conteúdo mais próximo da realidade local.

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Uma prática recomendada é combinar conteúdos de repositórios institucionais com atividades de sala de aula que estimulem observação, registro de dados e discussão crítica sobre resultados, impactos ambientais e implicações éticas da biotecnologia fúngica.

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Para facilitar o acesso, confira os repositórios institucionais com conteúdos educativos em PT-BR:

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Resumo para os alunos

Resumo para os alunos: os fungos desempenham papéis centrais na decomposição da matéria orgânica, facilitando a reciclagem de nutrientes no solo e mantendo ecossistemas saudáveis, além de influenciar ciclos de carbono e água.

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Entre suas relações, destacam-se as micorrizas com plantas, que melhoram a absorção de água e minerais; os fungos também participam de cadeias alimentares, ajudam na fermentação de alimentos e fornecem compostos com aplicações farmacêuticas e biotecnológicas.

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Observação prática em sala ou em casa: observar mofos em superfícies e alimentos, registrar cor, textura, crescimento, e eventual odor, e formular perguntas de investigação sobre as condições que favorecem cada tipo de fungo.

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Sugestões de estudo em casa: registrar evidências de fungos encontrados em ambientes domésticos, comparar amostras, consultar repositórios institucionais em PT-BR, como USP, UNICAMP e UFMG, para materiais didáticos, guias de coleta e atividades propostas.

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Desenvolver habilidades de observação, pensamento crítico e comunicação científica por meio de metodologias ativas, com foco na curiosidade, na validação de hipóteses e na discussão de impactos ambientais, econômicos e sociais da atuação dos fungos.

 

Rodrigo Terra

Com formação inicial em Física, especialização em Ciências Educacionais com ênfase em Tecnologia Educacional e Docência, e graduação em Ciências de Dados, construí uma trajetória sólida que une educação, tecnologias ee inovação. Desde 2001, dedico-me ao campo educacional, e desde 2019, atuo também na área de ciência de dados, buscando sempre encontrar soluções focadas no desenvolvimento humano. Minha experiência combina um profundo conhecimento em educação com habilidades técnicas em dados e programação, permitindo-me criar soluções estratégicas e práticas. Com ampla vivência em análise de dados, definição de métricas e desenvolvimento de indicadores, acredito que a formação transdisciplinar é essencial para preparar indivíduos conscientes e capacitados para os desafios do mundo contemporâneo. Apaixonado por café e boas conversas, sou movido pela curiosidade e pela busca constante de novas ideias e perspectivas. Minha missão é contribuir para uma educação que inspire pensamento crítico, estimule a criatividade e promova a colaboração.

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