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Redação – REDAÇÃO UNIFESP: tema “Trabalho escravo contemporâneo” (Plano de aula – Ensino médio)

Como referenciar este texto: Redação – REDAÇÃO UNIFESP: tema “Trabalho escravo contemporâneo” (Plano de aula – Ensino médio). Rodrigo Terra. Publicado em: 14/02/2026. Link da postagem: https://www.makerzine.com.br/educacao/redacao-redacao-unifesp-tema-trabalho-escravo-contemporaneo-plano-de-aula-ensino-medio/.


 
 

Propõe leitura crítica de dados, legislação brasileira e casos recentes, com ênfase na evidência como embasamento da tese.

A aula utiliza metodologias ativas para engajar alunos de 15 a 18 anos, incentivando debates, pesquisa orientada e produção de textos argumentativos.

Serão apresentadas estratégias de avaliação formativa, com rubrica que valoriza a clareza da tese, a organização dos argumentos e o uso adequado de fontes.

Ao final, o resumo para os alunos sintetiza os principais aprendizados, além de sugerir recursos abertos em português para aprofundamento e prática textual.

 

Contextualização do tema e objetivo da dissertação

Trabalho escravo contemporâneo refere-se a condições de coerção, servidão por dívida e exploração de trabalhadores, que persistem em diversas formas na economia global. Envolve jornadas extenuantes, remuneração abaixo do mínimo, impedimento de liberdade de saída e situações que colocam em risco a saúde e a dignidade humana. Trata-se de uma violação direta dos direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição brasileira e por tratados internacionais, muitas vezes mascarada por estruturas de terceirização, informalidade ou cadeias de suprimento complexas.

Esse tema ganha relevância para o vestibular e para a cidadania porque coloca em debate questões centrais: quem produz o que consumimos, quais são as responsabilidades éticas das empresas e como a sociedade reage a abusos de poder econômico. Dissertar sobre esse tema envolve o uso cuidadoso de evidências, a construção de uma tese sólida e a compreensão de contextos históricos, legais e sociais que moldam a proteção do trabalhador e o equilíbrio entre eficiência econômica e dignidade humana.

É essencial conectar o conceito a formatos de produção contemporâneos, ética corporativa, direitos humanos e responsabilidade social das empresas. Em uma abordagem prática, avalie a cadeia produtiva, as práticas de due diligence, a atuação de órgãos de fiscalização e as limitações da legislação. Um texto argumentativo pode recorrer a dados de órgãos oficiais, relatórios de organizações da sociedade civil e casos recentes para sustentar a tese, discutindo até que ponto políticas públicas e iniciativas privadas reduzem ou ampliam a vulnerabilidade.

Para redigir a dissertação, proponha uma tese clara, organize argumentos com evidências e demonstre a compreensão de contranarrativas. Faça referência à legislação brasileira aplicável, como normas trabalhistas, e utilize dados confiáveis para fundamentar afirmações. Cite fontes com cuidado, indique limites metodológicos e mantenha a ética ao evitar supergeneralizações, com a conclusão apontando ações cidadãs, políticas públicas ou caminhos de melhoria social.

Ao refletir sobre o tema, o estudante pode considerar seu papel como consumidor, trabalhador e cidadão, reconhecendo que a dignidade humana deve orientar as decisões no ambiente econômico. A prática textual deve evidenciar clareza de tese, organização de argumentos e responsabilidade social, fortalecendo a capacidade argumentativa para o vestibular e para a vida pública.

 

Fatos, leis e fontes primárias

Apresentar marcos legais básicos: Constituição Federal e elementos que caracterizam condições análogas à escravidão.

Exemplos de fontes primárias: decisões judiciais, dados de fiscalização, relatórios de órgãos públicos e pesquisas acadêmicas abertas.

Definição e características do trabalho escravo contemporâneo segundo a legislação brasileira, destacando condições de jornada exaustiva, restrição de liberdade, privação de documentos e dívidas significativas, bem como a exploração de mão de obra para obtenção de lucro.

Recomenda-se o uso de metodologias ativas: debates estruturados, pesquisa orientada, estudo de casos reais e produção de dissertação argumentativa, com rubricas que valorizem a clareza da tese, a organização dos argumentos e a correta citação de fontes.

 

Persistência do problema no século XXI

Explorar fatores como informalidade, terceirização irregular, cadeias produtivas globais, pobreza e migração.

Discutir como a globalização facilita a ocultação de práticas de exploração e como identificar sinais em relatos de campo.

Propor atividades que conectem teoria e prática, como análise de casos reais, leitura de dados oficiais e debates éticos. Incentivar a construção de tese com evidências, lembrando que cada argumento deve ser fundamentado em fontes confiáveis, como relatórios de organizações internacionais, leis nacionais e decisões judiciais relevantes.

Apresentar estratégias de avaliação formativa e somativa, com rubricas que valorizem a clareza da tese, a organização lógica dos argumentos, o uso apropriado de fontes e a correta formatação de citações. Sugerir etapas de revisão entre pares, momentos de reflexão sobre cidadania e responsabilidade social, e sugestões de leituras adicionais em língua portuguesa para aprofundamento.

 

Metodologia de escrita da dissertação

O primeiro passo da metodologia é planejar a dissertação: definir o tema, formular a tese central, mapear argumentos a favor e contra, selecionar evidências confiáveis e estabelecer uma linha de raciocínio clara, mantendo linguagem formal adequada ao gênero acadêmico.

Em seguida, estruturar o texto: introdução que apresente o problema e a tese, desenvolvimento com argumentos apoiados por evidências, e contrargumentos que demonstrem compreensão crítica, seguidos de uma conclusão que refine a posição e indique implicações éticas.

Instruir sobre localização de fontes confiáveis gratuitas e como citá-las corretamente, adotando um estilo de referência consistente; indicar a importância de registrar referências desde o início para evitar plágio e assegurar a rastreabilidade das evidências.

Praticar a escrita com foco em coesão textual, clareza e precisão terminológica, evitando generalizações e jargões desnecessários, e fortalecendo a transição entre parágrafos para sustentar a linha de argumentação.

Adotar atividades de sala que incluam leitura crítica de dados, legislação aplicável e casos recentes, com revisão por pares para fortalecer o argumento e a ética na argumentação.

 

Metodologias ativas e interdisciplinaridade

Sugerir atividades como debate, pesquisa orientada, leitura crítica de textos, mapas conceituais e portfólios digitais.

Propor integração com História (contexto histórico de direitos humanos), Geografia (cadeias de produção globais) e Sociologia (estratificação social).

Incentivar práticas avaliativas formativas, com rubricas que valorizem a clareza da tese, a organização dos argumentos e a qualidade da evidência utilizada para sustentar a posição.

Incorporar recursos abertos em língua portuguesa, leitura de dados reais e estudos de caso para desenvolver empatia, cidadania e pensamento crítico sobre as condições de trabalho, com foco em legislação brasileira e acordos internacionais.

 

Resumo para os alunos

Principais aprendizados incluem compreender o conceito de trabalho escravo contemporâneo, distinguir entre coerção, dívida, exploração e condições de trabalho degradantes; identificar as causas estruturais, como vulnerabilidade econômica, práticas de fiscalização inadequadas e cadeias de suprimento globais; aprender a coletar evidências confiáveis e a construir uma tese sólida que oriente o texto argumentativo; e dominar a organização de argumentos de forma clara e persuasiva.

Abordagens de leitura crítica: localizar dados relevantes em fontes oficiais e acadêmicas, comparar diferentes narrativas e verificar a procedência das informações; conhecer a legislação brasileira pertinente e situar-se no contexto histórico e social do tema; praticar a diferenciação entre fatos, hipóteses e interpretações, para fundamentar a tese com evidências verificáveis.

Construção da dissertação: iniciar com uma tese explícita, planejar um mapa de argumentos com evidências, contrargumentos e transições; desenvolver cada argumento com dados, citações e exemplos reais; reconhecer limitações da evidência e discutir implicações éticas e cidadãs; concluir sintetizando a tese e destacando implicações para política pública e sociedade.

Recursos sugeridos: bases de dados de universidades públicas, repositórios institucionais e plataformas de acesso aberto em português; utilize ferramentas de busca avançada, verifique a autenticidade das fontes, confira datas de publicação e a credibilidade dos autores; para facilitar o aprendizado, inclua links úteis, como dados abertos brasileiros, SciELO e plataformas de acesso aberto em língua portuguesa.

 

Rodrigo Terra

Com formação inicial em Física, especialização em Ciências Educacionais com ênfase em Tecnologia Educacional e Docência, e graduação em Ciências de Dados, construí uma trajetória sólida que une educação, tecnologias ee inovação. Desde 2001, dedico-me ao campo educacional, e desde 2019, atuo também na área de ciência de dados, buscando sempre encontrar soluções focadas no desenvolvimento humano. Minha experiência combina um profundo conhecimento em educação com habilidades técnicas em dados e programação, permitindo-me criar soluções estratégicas e práticas. Com ampla vivência em análise de dados, definição de métricas e desenvolvimento de indicadores, acredito que a formação transdisciplinar é essencial para preparar indivíduos conscientes e capacitados para os desafios do mundo contemporâneo. Apaixonado por café e boas conversas, sou movido pela curiosidade e pela busca constante de novas ideias e perspectivas. Minha missão é contribuir para uma educação que inspire pensamento crítico, estimule a criatividade e promova a colaboração.

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