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Biologia – Genética: Alelos Múltiplos: Sistema ABO (Plano de aula – Ensino médio)

Como referenciar este texto: Biologia – Genética: Alelos Múltiplos: Sistema ABO (Plano de aula – Ensino médio). Rodrigo Terra. Publicado em: 12/02/2026. Link da postagem: https://www.makerzine.com.br/educacao/biologia-genetica-alelos-multiplos-sistema-abo-plano-de-aula-ensino-medio/.


 
 

Discutimos a relação com as Leis de Mendel, destacando como ABO ilustra alelos múltiplos e as exceções quando a codominância está envolvida.

A proposta envolve metodologias ativas, como investigação em grupo, resolução de problemas e simulações, conectando teoria a prática.

Além disso, o tema é mostrado com exemplos do cotidiano (tipos sanguíneos, transfusões) e com integração interdisciplinar com Matemática (probabilidade) e Química (antígenos/anticorpos).

Caso da doação de sangue: ética, cidadania e participação da comunidade escolar.

 

Contextualização e fundamentos

Neste segmento, revisamos os conceitos de alelos múltiplos no locus ABO: IA, IB e i, incluindo a codominância entre IA e IB e a dominância de IA/IB sobre i.

O ABO possui herança com alelos múltiplos que se expressa nos genótipos IAIA, IAi, IBIB, IBi e IAIB e no genótipo ii, formando os fenótipos A, B, AB e O.

Para facilitar a compreensão, apresentamos uma visão simplificada de como as combinações geram os fenótipos, destacando a codominância entre IA e IB que resulta no tipo AB.

Atividades sugeridas incluem resolução de problemas de probabilidade de compatibilidade sanguínea, simulações com cartas de genótipos e discussões sobre implicações éticas da doação de sangue.

Observação sobre aplicações clínicas e situações cotidianas: como a tipagem ABO orienta transfusões, transplantes e planejamento de cuidados, relacionando genética, matemática e química de antígenos/anticorpos.

 

Objetivos de Aprendizagem

Primeiro, apresentamos os objetivos de aprendizagem como norte para a aula.

Entender alelos múltiplos (IA, IB e i) e a codominância entre IA e IB no sistema ABO permite prever fenótipo a partir do genótipo, enfatizando a relação entre genética, transfusões e saúde pública.

Em seguida, a aplicação da probabilidade de cruzamentos ABO é prática para estimar fenótipos em diferentes cruzamentos, utilizando conceitos de probabilidades condicionais e combinatórias, com exemplo de genótipos como IAIA, IAi, IBIB, IBi, IAIB, etc.

Além disso, a genética ABO está ligada à saúde pública: seleção de doadores, avaliação de compatibilidade de transfusões e considerações éticas sobre consentimento, privacidade genética e equidade no acesso a tratamentos.

Por fim, a aula adota metodologias ativas, com investigação em grupo, resolução de problemas e simulações, conectando teoria à prática, fortalecendo competências de comunicação científica e tomada de decisão embasada.

 

Metodologia e justificativa

Metodologias ativas: investigação em grupo, resolução de problemas, cartazes e simuladores de cruzamento ABO. A ideia é engajar os alunos na construção de conhecimento, não apenas na memorização.

Justificativa: aprender genética de alelos múltiplos exige vivência de procedimentos de probabilidade e interpretação de dados, fortalecendo habilidades de comunicação científica e tomada de decisão ética.

As atividades propostas permitem adaptar as práticas de sala de aula a diferentes perfis de aprendizagem, com tarefas colaborativas, uso de recursos digitais e avaliação entre pares para fomentar autonomia e reflexão.

A integração com outras áreas, como Matemática (probabilidade) e Química (antígenos/anticorpos), facilita a contextualização do conteúdo e a aplicação prática, preparando os estudantes para discussões éticas sobre transfusões e cidadania.

 

Desenvolvimento da aula

Preparo (fora da sala): providenciar fichas de cruzamento ABO, disponibilizar simuladores de genótipo/fenótipo em ambiente digital aberto e preparar materiais de apoio em papel. Além disso, organize a lista de grupos, prepare guias de instruções para o professor e garanta a disponibilidade de cópias impressas das fichas de ABO e de rubricas simples para avaliação formativa.

Introdução (10 min): revisar as Leis de Mendel e apresentar o locus ABO, com exemplos de genótipos IAIA, IAi, IBIB, IBi, IAIB e ii, destacando raciocínio de codominância e as implicações para a tipagem sanguínea. Explicar como o fenótipo se correlaciona com o genótipo no sistema ABO e a importância clínica dessa associação.

Atividade principal (30-35 min): em grupos, cruzar genótipos ABO com cartazes ou planilhas, registrando probabilidades esperadas e discutindo implicações para a prática clínica (tipagem sanguínea) e saúde pública. Usar quadro de Punnett para visualização. Estimular discussão sobre erros comuns de interpretação e registrar observações em planilhas digitais.

Fechamento (5-10 min): cada grupo compartilha conclusões, reforçando a relação entre genótipo, fenótipo e probabilidade, e anotando dúvidas para a próxima aula. Realizar uma síntese com foco nos conceitos-chave e possibilidades de aplicação clínica e social.

Avaliação e continuidade (opcional): o professor pode usar uma rubrica de participação, registro de hipóteses, precisão das probabilidades e clareza na explicação. Proponha extensões interdisciplinares (probabilidade em Matemática e antigenos/anticorpos na Química) e registre dúvidas para planejamento da próxima aula.

 

Avaliação e Feedback

A avaliação formativa ocorre ao longo da atividade principal, com feedback imediato que orienta os grupos a ajustar estratégias, esclarecer dúvidas e promover a melhoria contínua.

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Durante a atividade, observa-se a capacidade de justificar cruzamentos ABO com base nos alelos IA, IB e i, incluindo exemplos que demonstrem a codominância entre IA e IB.

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A clareza na descrição da relação genótipo-fenótipo é essencial, bem como a precisão da terminologia genética utilizada para evitar ambiguidades e facilitar a comunicação entre os colegas.

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A avaliação também considera a participação ativa em grupo, a organização da apresentação dos resultados e o uso responsável de recursos digitais, além da ética na prática científica.

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  • Justificativa dos cruzamentos ABO com base nos alelos IA, IB e i.
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  • Clareza na relação genótipo-fenótipo e organização de dados.
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  • Uso de terminologia genética correta e participação eficaz em grupo.
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Resumo para alunos

Resumo para alunos:

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  • Alelo múltiplo ABO envolve IA, IB e i; IA e IB são codominantes, com IA/IB dominantes sobre i.
  • Genótipos IAIA, IAi, IBIB, IBi, IAIB e ii correspondem aos fenótipos A, O, B, AB.
  • Crucimentos ABO permitem calcular probabilidades de fenótipo usando Punnett e regras de Mendel.

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Recursos digitais abertos (em PT-BR): procure conteúdos de genética em portais de universidades públicas e institutos de pesquisa, como USP, UFMG e Fiocruz, entre outros. Ative a prática de empréstimos de sangue fictícios para discutir ética e cidadania.

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Conexões conceituais e interdisciplinaridade: O tema se conecta com a matemática por meio da probabilidade de fenótipo em cruzamentos de Punnett e com a química ao entender antígenos e anticorpos, reforçando o pensamento científico integrado.

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Práticas de sala e ética: Propomos atividades ativas como investigação em grupo, resolução de problemas com situações de transfusão, construção de tabelas de Punnett, simulações digitais e debates sobre doação de sangue, consentimento e privacidade de dados genéticos.

 

Rodrigo Terra

Com formação inicial em Física, especialização em Ciências Educacionais com ênfase em Tecnologia Educacional e Docência, e graduação em Ciências de Dados, construí uma trajetória sólida que une educação, tecnologias ee inovação. Desde 2001, dedico-me ao campo educacional, e desde 2019, atuo também na área de ciência de dados, buscando sempre encontrar soluções focadas no desenvolvimento humano. Minha experiência combina um profundo conhecimento em educação com habilidades técnicas em dados e programação, permitindo-me criar soluções estratégicas e práticas. Com ampla vivência em análise de dados, definição de métricas e desenvolvimento de indicadores, acredito que a formação transdisciplinar é essencial para preparar indivíduos conscientes e capacitados para os desafios do mundo contemporâneo. Apaixonado por café e boas conversas, sou movido pela curiosidade e pela busca constante de novas ideias e perspectivas. Minha missão é contribuir para uma educação que inspire pensamento crítico, estimule a criatividade e promova a colaboração.

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