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Física – 1ª Lei de Ohm – Resistência elétrica constante (Plano de aula – Ensino médio)

Como referenciar este texto: Física – 1ª Lei de Ohm – Resistência elétrica constante (Plano de aula – Ensino médio). Rodrigo Terra. Publicado em: 06/01/2026. Link da postagem: https://www.makerzine.com.br/educacao/fisica-1-lei-de-ohm-resistencia-eletrica-constante-plano-de-aula-ensino-medio/.


 
 

Serão abordados conceitos de tensão (V), corrente (I) e resistência (R), além de como medir com instrumentos simples e interpretar resultados.

Serão utilizadas metodologias ativas: investigação guiada, trabalho em bancada, simuladores e discussão em grupo para construir o entendimento.

A interdisciplinaridade será promovida por meio da matemática (gráficos de V x I) e da química/tecnologia (temperatura, materiais e aplicações cotidianas).

 

Materiais utilizados

Nesta prática, vamos explorar a relação V = IR mantendo a resistência R constante. A bancada deverá conter os itens listados: Fonte de alimentação DC ou pilhas, Resistores variados (100 Ω, 470 Ω, 1 kΩ), Multímetro digital, Protoboard, Jumpers, LEDs (opcional) e Cabo de conexão. Preparar o espaço de forma organizada facilita o trabalho, evita erros de leitura e torna o processo didático mais claro.

Objetivo: demonstrar que, com R constante, a tensão V é proporcional à corrente I, seguindo a lei V = IR. Com a fonte ajustada, varie o valor de V e observe as leituras de I com o multímetro. Refaça o experimento com diferentes resistores para observar como a curva V x I se comporta de maneira linear e com inclinação igual a R.

Procedimento recomendado: monte o circuito em uma protoboard conectando o resistor entre a fonte e o retorno, medições de V nos terminais do resistor e, se possível, I em série. Registre pares (V, I) para cada valor de R e, ao final, construa uma pequena tabela ou gráfico para verificar a consistência entre o valor medido e o valor teórico.

Observação de segurança elétrica e organização da bancada: verifique todas as ligações antes de ligar a fonte, desligue o circuito ao terminar e mantenha os cabos bem organizados para evitar curto-circuitos. Caso utilize LEDs, use o resistor adequado para limitar a corrente e remova-os quando não forem necessários.

 

Contextualização, objetivos de aprendizagem e planejamento

A aula contextualiza a 1ª Lei de Ohm (V = IR) e o conceito de resistência constante, explicando como a tensão, a corrente e a resistência se relacionam no circuito elétrico.

Objetivos de aprendizagem: compreender a relação entre V, I e R; aplicar V = IR para calcular R a partir de valores de tensão e corrente; interpretar o gráfico V x I como uma reta cuja inclinação é igual a R; desenvolver autonomia para verificar dados experimentalmente.

Pré-requisitos: álgebra básica, leitura de gráficos, interpretação de dados e espírito crítico na experimentação; habilidade de realizar medições simples com instrumentos de bancada.

Metodologia e atividades: uso de investigação guiada, trabalhos em bancada, simuladores e discussão em grupo para construir o entendimento; registro de observações e comparação entre resultados teóricos e práticos.

Aplicações e interdisciplinaridade: relaciona-se com matemática (gráficos de V x I), física experimental, e aspectos de tecnologia e engenharia; amplia a visão sobre como variações de componentes afetam a resistência aparente, temperatura e eficiência.

 

Conceitos-chave e formulação matemática

Definições de V (tensão), I (corrente) e R (resistência) e a relação V = IR. Este é o núcleo da Lei de Ohm, descrevendo como a diferença de potencial impulsiona a passagem de corrente através de um elemento elétrico.

Condição de resistência constante: para muitos materiais, R não varia significativamente com a temperatura dentro do intervalo de atuação da prática, resultando em uma reta de inclinação igual a R no gráfico V x I.

Derivação: R = V / I; unidades: Ω (ohm) = V/A. Essa relação permite transformar medidas de tensão e corrente em um valor de resistência, útil para caracterizar componentes.

Aplicação prática na sala de aula: os alunos podem montar um circuito simples com resistor conhecido, medir V com um voltímetro e I com um amperímetro, e então calcular R = V/I. Também é instrutivo traçar V x I para observar a linearidade.

Observações pedagógicas: nem todos os materiais obedecem rigidamente à Lei de Ohm; variações de temperatura, tolerâncias de componentes e limites de operação podem introduzir desvios, oferecendo oportunidades para discutir medições, erros e o conceito de resistência efetiva.

 

Atividades de bancada e experimentos

Montagem de circuito simples com fonte de tensão, resistor, amperímetro e voltímetro em série, com o voltímetro ligado em paralelo ao resistor para leitura da tensão. Utilize uma breadboard e fios para facilitar as ligações, assegurando polaridade correta e prática de segurança. A ideia central é demonstrar a relação V = IR e a resposta linear do circuito quando R é constante, observando que a corrente I varia conforme a tensão V é aplicada.

Procedimento experimental: Varie R entre diferentes resistências disponíveis, anote os valores de V e I usando o multímetro em paralelo com o resistor (para V) e em série para I. Registre os dados em uma tabela e construa o gráfico I x V. Verifique que, para cada resistência, a reta é linear e que a inclinação da reta está relacionada ao valor de R (ou, ao interpretar V em função de I, corresponde ao valor de R).

Análise de dados: estime as incertezas de V e I (leitura do multímetro, limitação de precisão, variação de temperatura). Considere as tolerâncias das resistências e as imperfeições da bancada. Compare os resultados com o valor nominal de R e discuta como a temperatura pode alterar R. Registre qualquer desvio e proponha melhorias.

Extensão e interdisciplinaridade: utilize simuladores para comparar resultados com o circuito ideal e enfatize a conexão com matemática (graficos lineares, inclinações) e tecnologia (instrumentação, sensores). Inclua uma breve discussão de segurança elétrica, exemplos de aplicações simples em iluminação e circuitos domésticos e sugestões para futuras atividades, como medir R de materiais semicondutores e explorar resistores variáveis.

 

Metodologias ativas e recursos digitais abertos

Metodologias ativas: investigação guiada, aprendizagem baseada em problemas (PBL) e aprendizagem baseada em projetos, com trabalho em duplas.

Recursos digitais abertos: uso de simuladores PhET para variar V, I e R, com interface em português e exportação de dados.

Durante a prática, os estudantes montarão circuitos simples em bancada, medirão tensão, corrente e resistência com instrumentos acessíveis e registrarão dados para análise posterior.

A avaliação combinará participação, observação de atividades práticas e apresentação de conclusões, com foco na compreensão da relação V = IR para resistência constante, conectando teoria e aplicações reais.

 

Interdisciplinaridade e aplicações cotidianas

Integração com Matemática: construção de gráfico V x I, ajuste de reta e estimativa de R a partir de dados experimentais.

Integração com Química e Tecnologia: influência da temperatura na resistência de materiais, sensores, fusíveis e cabos elétricos no cotidiano.

Aplicações práticas no laboratório: como montar um circuito simples, medições com multímetro e verificação da relação V = IR em diferentes resistores.

Discussões sobre confiabilidade de medições, fontes de erro e como interpretar variações de resistência com base em materiais e condições de operação.

Conexões com o dia a dia: exemplos de dispositivos que usamos diariamente que dependem de resistência estável ou modulável, como aquecedores, cabos de alimentação e sensores em automação residencial.

 

Avaliação, feedback e observações

Avaliação formativa com rubrica: compreensão conceitual, aplicação correta da lei, análise de dados e comunicação dos resultados.

Rubrica com critérios por níveis para cada dimensão: compreensão conceitual, precisão no cálculo V = IR, interpretação de leituras dos instrumentos e clareza na apresentação dos dados.

Feedback: checklist de verificação rápida, autoavaliação dos estudantes e registro de observações para planejamento futuro, incluindo ações específicas para a próxima sessão.

Observações de observadores durante atividades em bancada, discussões em grupo e uso de simuladores, com foco em intervenções pedagógicas para turmas com diferentes ritmos de aprendizagem.

Notas finais: registrar evidências, alinhando as observações aos objetivos de aprendizagem, ajustar sequências de ensino e oferecer oportunidades de retrabalho com atividades práticas adicionais.

 

Rodrigo Terra

Com formação inicial em Física, especialização em Ciências Educacionais com ênfase em Tecnologia Educacional e Docência, e graduação em Ciências de Dados, construí uma trajetória sólida que une educação, tecnologias ee inovação. Desde 2001, dedico-me ao campo educacional, e desde 2019, atuo também na área de ciência de dados, buscando sempre encontrar soluções focadas no desenvolvimento humano. Minha experiência combina um profundo conhecimento em educação com habilidades técnicas em dados e programação, permitindo-me criar soluções estratégicas e práticas. Com ampla vivência em análise de dados, definição de métricas e desenvolvimento de indicadores, acredito que a formação transdisciplinar é essencial para preparar indivíduos conscientes e capacitados para os desafios do mundo contemporâneo. Apaixonado por café e boas conversas, sou movido pela curiosidade e pela busca constante de novas ideias e perspectivas. Minha missão é contribuir para uma educação que inspire pensamento crítico, estimule a criatividade e promova a colaboração.

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