Como referenciar este texto: Geografia – Formação do território brasileiro II (Plano de aula – Ensino médio). Rodrigo Terra. Publicado em: 06/02/2026. Link da postagem: https://www.makerzine.com.br/educacao/geografia-formacao-do-territorio-brasileiro-ii-plano-de-aula-ensino-medio/.
Proponho uma sequência de atividades ativas, com uso de mapas, dados abertos e debate orientado, para que os estudantes de 15 a 18 anos desenvolvam leitura geográfica, interpretação de evidências históricas e habilidades de argumentação.
A participação de um interlocutor convidado (Edu) para discutir Colônia do Sacramento e as disputas luso-hispânicas será integrada como estudo de caso, conectando o tema sul e centro-oeste a fronteiras regionais.
Esta aula promove integração com História e Língua Portuguesa, e pode dialogar com Matemática para leitura de dados demográficos, fortalecendo uma abordagem interdisciplinar e conectando o conteúdo com situações do cotidiano, como disputas de território em notícias atuais.
Ao final, o professor poderá compartilhar um resumo para alunos, com os principais pontos trabalhados e sugestões de fontes gratuitas em Português.
1) Objetivos de Aprendizagem
Ao final desta aula, os estudantes deverão compreender o processo de formação do território brasileiro com ênfase na ocupação do Sul e Centro-Oeste, a partir de evidências históricas, geográficas e demográficas.
E eles deverão ser capazes de interpretar mapas, dados abertos e fontes históricas, discutindo as dimensões políticas da formação do território.
Para tornar esse aprendizado significativo, a aula combinará leitura de mapas temáticos, análise de dados abertos (como séries demográficas e fluxos migratórios) e estudo de casos de fronteiras, incluindo a ocupação do Sul e do Centro-Oeste, além de referências a tratados e disputas luso-hispânicas que moldaram o território brasileiro.
As atividades promoverão participação ativa por meio de debates, trabalhos em grupo e produção de evidências históricas, com ênfase na leitura geográfica, na interpretação de dados demográficos e na construção de argumentos fundamentados. Ao final, o professor poderá compartilhar um resumo para alunos com os principais pontos trabalhados e sugestões de fontes gratuitas em Português.
2) Materiais utilizados
Mapas impressos ou digitais; atlas histórico; dados abertos do IBGE; projetor e computador; cadernos, canetas; cartolinas e post-its para mapas conceituais.
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Recursos digitais abertos e acessíveis: bases de dados, mapas interativos e fontes históricas em domínio público.
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Incentive o uso de mapas para identificar padrões de ocupação, fronteiras históricas e variações regionais, com atividades que exijam leitura de legendas, escalas e dados demográficos fornecidos pelos portais oficiais.
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Durante o planejamento de atividades, sugira etapas que promovam colaboração, debate orientado e registro de evidências em cadernos de campo, promovendo uma leitura crítica de mapas e fontes históricas.
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Ao finalizar, os alunos devem apresentar um mapa conceitual e um breve argumento que conecte processos geográficos, históricos e sociais da formação territorial do Sul e Centro-Oeste.
3) Metodologia utilizada e justificativa
Metodologias ativas: estudo de caso, aprendizagem baseada em problemas (PBL), mapas mentais colaborativos e sala de aula invertida. A implementação envolve fases curtas de exploração, delineamento de perguntas orientadoras, tarefas colaborativas e revisões rápidas para consolidar o aprendizado.
Para cada método, definem-se objetivos geográficos específicos: estudo de caso para fronteiras históricas, PBL para análise de dados demográficos, mapas mentais para organizar conceitos-chave e sala de aula invertida para leitura prévia de textos e discussão em sala.
Justificativa ampliada: as atividades promovem participação, pensamento geográfico, leitura de mapas e dados abertos, além de fortalecer competências de comunicação científica, argumentação baseada em evidências e literacia estatística.
A interdisciplinaridade é fortalecida ao integrar História e Português, com possibilidades de diálogo com Matemática na interpretação de séries temporais e volumes de dados, conectando-se a situações atuais de disputas territoriais.
Avaliação e continuidade: utiliza rubricas de participação, portfólio de evidências, e apresentações; a carga de trabalho pode ser adaptada para diferentes níveis e ambientes de ensino, incluindo recursos digitais abertos.
4) Desenvolvimento da aula – Preparo
Antes da aula, o professor deverá selecionar mapas e fontes históricas, preparar um conjunto de dados de ocupação para o Sul e Centro-Oeste e montar materiais para os grupos (cartolinas, fichas, dados abertos).
Além disso, organize a sala em grupos cooperativos, defina papéis (líder, anotador, porta-voz) e prepare um guia rápido de avaliação formativa para feedback durante a aula.
Durante a atividade, proponha atividades ativas com leitura de mapas, construção de linhas do tempo e análise de dados abertos, estimulando debates orientados sobre ocupação, fronteiras e o papel de fatores geográficos, históricos e econômicos na formação do território.
Inclua um estudo de caso com um interlocutor convidado para discutir temas como a Colônia do Sacramento, as disputas luso-hispânicas e suas implicações para o Sul e Centro-Oeste, conectando geografia, história e língua portuguesa.
Ao final, o professor poderá compartilhar um resumo com os principais pontos, sugestões de fontes gratuitas em Português e orientações para avaliação formativa, fortalecendo a continuidade do aprendizado e o diálogo entre disciplinas.
5) Desenvolvimento da aula – Introdução e Atividade Principal
Introdução (10 min): Iniciar com uma pergunta geradora sobre ocupação territorial, revisar conteúdos prévios e apresentar objetivos e critérios de avaliação. Nesta etapa, incentive os alunos a compararem mapas históricos com representações atuais, para compreender como fatores geográficos, econômicos e políticos moldam as fronteiras brasileiras. A atividade busca desenvolver leitura de mapas, interpretação de evidências históricas e argumentos fundamentados.
Atividade principal (30–35 min): Dividir a turma em grupos; cada grupo recebe mapas e dados para representar a ocupação do Sul e do Centro-Oeste, considerando elementos como vias de circulação, recursos naturais e presença de comunidades tradicionais. Em seguida, cada grupo constrói um mapa conceitual e um mapa temporal que mostrem processos de colonização, deslocamentos populacionais e a consolidação de fronteiras ao longo do tempo.
Desenvolvimento da atividade: Os grupos discutem evidências históricas sobre Colônia do Sacramento para analisar disputas luso-hispânicas e suas implicações geográficas. A partir dos mapas, eles articulam hipóteses sobre como diferentes acordos, guerras e negociações influenciaram a ocupação regional e a delimitação de fronteiras.
Encerramento e avaliação: Ao final, os grupos apresentam seus mapas e argumentos, o professor conduz uma discussão de fechamento destacando pontos de convergência e de controvérsia, e recomenda fontes gratuitas em Português para leitura adicional. A atividade pode ser integrada com História, Língua Portuguesa e Matemática para ampliar a leitura de dados demográficos e interpretar tendências temporais.
6) Fechamento e Avaliação / Feedback
Encerramento da atividade com foco na consolidação dos aprendizados: trocas de ideias entre os estudantes, apresentação dos mapas desenvolvidos ou revisados, e uma autoavaliação guiada por rubrica simples que valoriza a compreensão geográfica, a evidência histórica e a clareza de comunicação. A rubrica pode incluir itens como entendimento territorial, leitura de fontes, uso adequado de evidências e capacidade de argumentação.
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O feedback do professor prioriza não apenas o resultado final, mas o processo: como cada aluno justificou decisões, como interpretou fontes e dados, e como articulou argumentos com dados geográficos. Recomenda-se que os pares também forneçam comentários construtivos sobre pontos fortes e oportunidades de melhoria, fortalecendo a cultura de avaliação entre colegas.
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Observações para ajustes futuros incluem a alocação de tempo adicional para debate, a disponibilização de fontes com diferentes níveis de leitura, adaptações para estudantes com necessidades especiais e a possibilidade de ampliar a atividade para incorporar dados adicionais sobre fronteiras contemporâneas e cenários históricos.
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Sugestões de fontes de estudo para casa:
- Mapas interativos do IBGE – visão sobre fronteiras, ocupação territorial e geografia física.
- Dados Abertos do Brasil – séries demográficas e geográficas para leitura de evidências.
- Portal de Geografia Humana – artigos introdutórios e guias de leitura.
7) Resumo para alunos
Nesta aula você aprofundou o entendimento de como o território brasileiro se formou, levando em conta fatores geográficos, históricos e econômicos que influenciaram a ocupação do Sul e do Centro-Oeste.
Você analisou mapas, discutiu a Colônia do Sacramento e as disputas luso-hispânicas, e refletiu sobre como as fronteiras ajudam a entender a distribuição da população, das cidades e das atividades econômicas regionais.
Para ampliar a leitura de evidências, consulte dados abertos do IBGE e mapas históricos disponíveis gratuitamente em Português; busque fontes institucionais de universidades públicas e de centros de pesquisa.
Esta unidade também propõe uma abordagem interdisciplinar, com atividades ativas, uso de dados e debate orientado, para que estudantes de 15 a 18 anos desenvolvam leitura geográfica, interpretação histórica e argumentação, conectando o Sul e o Centro-Oeste com questões atuais de fronteiras.