Como referenciar este texto: História – Queda de Vargas (Plano de aula – Ensino médio). Rodrigo Terra. Publicado em: 14/02/2026. Link da postagem: https://www.makerzine.com.br/educacao/historia-queda-de-vargas-plano-de-aula-ensino-medio/.
Propomos uma leitura crítica de fontes da época, com atividades colaborativas que favoreçam a compreensão das dinâmicas de poder, oposição e mudanças institucionais no Brasil Republicano.
O conteúdo é organizado para o ensino médio, conectando história, geografia e leitura de fontes, com ênfase em habilidades argumentativas, leitura histórica e comunicação oral.
A ideia é que os alunos avancem na capacidade de sintetizar evidências, interpretar contextos e discutir as consequências da deposição de Vargas para o ciclo democrático brasileiro.
Objetivos de Aprendizagem
Ao final desta aula, os estudantes deverão compreender as razões políticas, econômicas e sociais que contribuíram para a queda de Vargas em 1945, reconhecendo as tensões entre o governo central e setores da elite, do Exército e da imprensa. A apresentação contextualizará as alianças que se formaram nos anos anteriores à deposição, destacando crises econômicas, conflitos de interesse e o desgaste de apoio político ao regime.
Será proposta a leitura de fontes primárias e secundárias para mapear diferentes narrativas sobre a deposição de Vargas. Serão analisados telegramas, editoriais de jornais, discursos militares e documentos oficiais, com foco na identificação de interesses de cada ator e na maneira como as decisões políticas foram apresentadas à sociedade.
Também exploraremos o contexto internacional do fim da Segunda Guerra Mundial e as consequências para o Brasil, como mudanças na política externa, pressões por redemocratização e a busca por consensos entre militares, classe política e setores civis.
A metodologia combinará leitura crítica, atividades em grupo, linha do tempo e produção de sínteses, desenvolvendo habilidades de leitura histórica, argumentação e comunicação oral, além de prática no uso de fontes. Os alunos poderão comparar casos semelhantes ao longo da história para compreender dinâmicas de poder e legitimidade.
Para a avaliação, serão propostas atividades diversificadas, como um relatório analítico, uma apresentação em grupo e um breve debate. Recursos sugeridos incluem bibliografia básica, acervo de jornais da época e um conjunto de perguntas-guia para orientar a análise e a reflexão sobre as consequências para o ciclo democrático no Brasil.
Materiais Utilizados
Materiais básicos: quadro branco, marcadores, projetor ou tela digital, cadernos, lápis e acesso a fontes primárias selecionadas (jornais de época, relatórios oficiais, cartas de opositores).
Recursos digitais abertos: mapas históricos, linhas do tempo, vídeos curtos explicativos e guias de leitura, disponíveis em plataformas de universidades públicas ou institutos de pesquisa, em português.
Organização de atividades: planeje fichas de fontes, rubricas simples para leitura crítica e um quadro de evidências para cada tema, de modo a facilitar a discussão e a síntese de informações em grupo.
Apoio pedagógico e acessibilidade: disponibilize opções de leitura com diferentes níveis de complexidade, PDFs acessíveis, legendas em vídeos curtos e atividades que promovam a participação de todos os alunos, inclusive aqueles com necessidades especiais.
Metodologias Ativas e Justificativa
Adotaremos Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL) com estudo de caso: cada grupo investigará uma dimensão da crise (política, econômica, social) e apresentará evidências para sustentar uma conclusão.
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A atividade busca desenvolver pensamento crítico, análise de fontes históricas e competências de comunicação, alinhadas a conhecimentos exigidos para o Ensino Médio e para vestibulares.
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A sequência de atividades está organizada em etapas: apresentação do problema, delimitação de perguntas orientadoras, coleta de evidências históricas, discussão entre pares e construção de uma conclusão fundamentada, com rubricas de avaliação claras.
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Serão utilizadas fontes primárias e secundárias, com ênfase em leitura crítica de documentos da época, cronologias, depoimentos e jornais, estimulando interpretação de contextos e a formulação de argumentos bem embasados.
Desenvolvimento da Aula — Preparo
Na etapa de preparo, o professor seleciona fontes primárias acessíveis e descreve objetivos de aprendizagem que orientarão a investigação sobre a crise. Além disso, define as perguntas orientadoras que guiarão a leitura e a análise de evidências históricas.
É elaborada a linha do tempo da crise, com marcos-chave, datas e contextos políticos, econômicos e sociais, para que os alunos encaixem causas e consequências em uma sequência compreensível.
São montadas atividades de leitura crítica de textos curtos e a prática de comparação entre fontes oficiais e relatos de imprensa, com orientações para identificar vieses, lacunas de informação e pressupostos históricos.
Por fim, o professor organiza recursos digitais abertos, estratégias de apoio e critérios de avaliação formativa, assegurando que haja acessibilidade e oportunidades de comunicação oral e escrita; tudo com foco na capacidade dos alunos de sintetizar evidências e construir argumentos bem fundamentados.
Atividade Principal
Dividir a turma em grupos de 4 a 5 alunos. Cada grupo recebe uma fonte primária (ex.: editorial de jornal de 1945, relatório oficial do governo, carta de um opositor) e uma pergunta guia sobre causas da queda.
Os grupos discutem, registram hipóteses na linha do tempo e produzem um mini-relato que conecte evidências à conclusão sobre as causas da queda de Vargas. Ao final, cada grupo apresenta por 3 minutos suas evidências e interpretações.
Para ampliar a análise, cada grupo deve identificar pelo menos duas perspectivas diferentes (política, econômica, social) e anotar como cada evidência pode apoiar ou contestar essas leituras.
Antes da apresentação, o professor circula entre os grupos para incentivar o uso de termos históricos, pedir clarificações e sugerir que compare fontes para evitar conclusões precipitadas.
Ao término, uma breve reflexão em plenário sobre como o fim do Estado Novo impactou o percurso democrático brasileiro, com ênfase na metodologia de estudo de fontes históricas.
Fechamento e Avaliação
Encerramento com síntese guiada pelo professor e avaliação formativa, por meio de rubrica simples: participação, uso de evidências históricas e clareza de comunicação.
Observações: registrar dúvidas emergentes e planejar breve atividade de recuperação, se necessário, para consolidar conceitos de história, fontes primárias e leitura crítica.
Para consolidar o aprendizado, descreva uma rubrica simples que avalie: participação nas discussões, a qualidade das evidências históricas utilizadas, a organização das ideias e a clareza na comunicação de conclusões.
Plano de recuperação: identifique dúvidas emergentes, proponha leituras guiadas, exercícios de síntese em dupla ou trio e uma atividade rápida de avaliação formativa para reforçar conceitos centrais como fontes primárias, contexto histórico e leitura crítica.
Encerramento com encaminhamentos: incentive a autoavaliação, indique caminhos de aprofundamento, e registre impressões dos alunos para ajustar futuras sessões de ensino sobre a deposição de Vargas e o Brasil Republicano.
Resumo para Alunos
Resumo para alunos: este plano aborda as causas políticas, econômicas e sociais da queda de Vargas em 1945, com uso de fontes primárias e análise de evidências.
Este panorama contextualiza o cenário internacional da Segunda Guerra Mundial e suas reverberações na política interna brasileira, destacando a importância da pressão popular e das instituições militares.
Principais pontos: centralização de poder, oposição e imprensa, impactos da Segunda Guerra Mundial, crise política e deposição, consequências para o Brasil Republicano e para a redemocratização.
Vocabulário-chave: Estado Novo, oposição, crise política, linha do tempo, fontes primárias. Dicas de leitura adicional e perguntas para reflexão.
Este resumo propõe atividades simples para o aluno, como mapear atores políticos, revisar documentos da época e discutir cenários alternativos que poderiam ter evitado a deposição, promovendo reflexão crítica sobre as consequências da deposição para o ciclo democrático brasileiro.