Como referenciar este texto: Química – Determinação de fórmulas químicas 01: tipos de fórmulas químicas (Plano de aula – Ensino médio). Rodrigo Terra. Publicado em: 25/01/2026. Link da postagem: https://www.makerzine.com.br/educacao/quimica-determinacao-de-formulas-quimicas-01-tipos-de-formulas-quimicas-plano-de-aula-ensino-medio/.
O objetivo é desenvolver competências de leitura de símbolos químicos, cálculo de estados de moléculas e interpretação de dados experimentais, conectando teoria à prática.
Ao longo da aula, o aluno utilizará conceitos de proporção, fator de multiplicação e massa molar para converter entre diferentes formas de uma mesma substância.
A prática será guiada por metodologias ativas, com apoio de recursos digitais abertos e demonstrações simples que promovem colaboração entre pares.
A interdisciplinaridade será nutrida pela relação com matemática (proporções e raciocínio algébrico), física (massa e concentração) e biologia (moléculas orgânicas e glicídios).
Contextualização e objetivos de aprendizagem
Contextualização: a partir de situações cotidianas, como alimentos lidos em rótulos nutricionais, os alunos discutem como as fórmulas químicas traduzem composição.
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Objetivos de aprendizagem: compreender a diferença entre fórmula molecular, fórmula mínima e fórmula percentual; realizar a conversão entre as formas; aplicar cálculos estequiométricos básicos para identificar proporções molares.
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Metodologia de ensino: a aula será conduzida por meio de situações problematizadoras, leitura de rótulos com dados de massa e porções, experimentos simples de determinação de massa molar e uso de exercícios de conversão entre formas, com foco no raciocínio químico e na comunicação entre pares.
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Avaliação: a avaliação formativa acompanhará o progresso dos estudantes por meio de atividades práticas, perguntas guiadas e rubricas que valorizam a interpretação de símbolos químicos, a resolução de proporções e a aplicação de conceitos de massa molar em situações reais.
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Interdisciplinaridade e continuidade: o tema conecta-se com matemática (proporções, razão e fator de multiplicação), física (concentrações, densidade) e biologia (moléculas biológicas) para favorecer uma visão integrada da química no cotidiano.
Conceitos-chave: fórmula molecular, fórmula mínima e fórmula percentual
Fórmula molecular: representa o número real de átomos de cada elemento na molécula.
Fórmula mínima (empírica): menor razão inteira simples dos átomos que compõem a substância.
Fórmula percentual: razão entre a massa de cada elemento na molécula e a massa molar total, expressa como porcentagem.
Na prática, a determinação envolve comparar massas ou percentuais de cada elemento e, a partir de proporções, obter a menor razão inteira para a fórmula empírica, seguida pela verificação da fórmula molecular por meio da massa molar.
Conversão de fórmula molecular em fórmula mínima
Procedimento básico para converter fórmula molecular em fórmula mínima:
- Encontrar a fórmula empírica dividindo cada subíndice pela maior divisor comum.
- Calcular a massa molar da fórmula empírica.
- Determinar o fator n pela relação massa molecular/massa empírica.
- Multiplicar a fórmula empírica por n para obter a fórmula molecular.
Exemplo rápido: se a molécula é C6H12O6, a fórmula empítrica é CH2O; se a massa molar é 180 g/mol e a empírica tem 30 g/mol, então n = 6 e a molécula é C6H12O6.
Um ponto importante é compreender a diferença entre massa molar e massa de uma molécula, para evitar confusões entre unidades e fatores de multiplicação.
Ao final, revise se a fórmula empírica multiplicada por n mantém a proporção de cada elemento e se os subíndices são inteiros válidos.
Metodologias ativas e atividades práticas
Esta atividade central visa colocar em prática os conceitos de fórmulas químicas por meio de metodologias ativas, conectando teoria e prática. Ao incentivar a solução de problemas reais e a colaboração entre pares, o plano favorece a participação de todos os alunos e a construção de conhecimento ao longo de 50 minutos.
Pré-aula: o professor organiza modelos moleculares simples (bolas e palitos) para representar fórmulas e prepara uma folha de exercícios com dados de massa molar simulados. Essa preparação ajuda a reduzir distrações em sala e oferece materiais concretos para a visualização de conceitos abstratos.
Na sala: em duplas, os estudantes trabalham para determinar a fórmula empírica a partir de dados simulados (massa molar) e discutem estratégias de cálculo. Eles utilizam os modelos físicos para visualizar ligações e formas moleculares, o que facilita a compreensão de como diferentes proporções de átomos geram a fórmula correta.
Compartilhamento: cada dupla apresenta a resolução, justificando com cálculos detalhados e comentando as dificuldades encontradas. O professor estimula perguntas entre pares e oferece feedback imediato para consolidar os passos de raciocínio.
Metodologias ativas utilizadas: PBL, resolução guiada, uso de modelos físicos para visualizar moléculas. A avaliação ocorre ao longo da atividade, com rubricas simples que observam participação, clareza da justificativa e precisão dos cálculos.
Interdisciplinaridade e exemplos cotidianos
Interdisciplinaridade: matemática (proporções, simplificação de frações, raciocínio algébrico), física (massa molar, densidade teórica, estados da matéria) e biologia (moléculas orgânicas) aliadas à língua portuguesa (interpretação de textos científicos, vocabulário técnico e clareza na comunicação).
Exemplos do cotidiano: rótulos de alimentos com informações de composição, glicose (C6H12O6) e água (H2O), além de compostos comuns usados em produtos de limpeza e higiene, que ajudam a entender como as fórmulas representam as moléculas de forma simplificada. Pense também na fórmula empírica como a menor razão entre os elementos.
Estimule a leitura de rótulos e a interpretação de dados para reconhecer a importância das fórmulas químicas na indústria, saúde e meio ambiente, desde a formulação de medicamentos até a previsão de impactos ecológicos de resíduos.
Atividades práticas podem incluir calcular a fórmula molecular a partir de dados de massa molar, transformar porcentagens de composição em fórmulas mínimas e discutir como pequenas alterações na proporção de elementos mudam as propriedades do composto.
A interdisciplinaridade será fortalecida pela relação com matemática (proporções), física (concentração e densidade) e biologia (moléculas biologicamente relevantes), além da prática da leitura crítica em língua portuguesa. Sugestões de recursos: tabelas periódicas, simuladores online e guias de leitura que conectem teoria, experimentos e aplicações cotidianas.
Avaliação / Feedback e Observações
Avaliação formativa: observação, rubrica simples de cálculo e justificativa.
Feedback e observações: registre dúvidas comuns para revisão, ajuste o ritmo conforme o andamento da turma e forneça retorno com sugestões de prática adicional.
Integre a avaliação com as atividades práticas, destacando estratégias para monitorar a compreensão conceitual e a aplicação de fórmulas químicas em problemas reais.
Proposta de rubrica simples: critérios de desempenho, níveis de qualidade, e espaço para anotações de melhoria individual. Use uma linguagem clara para que estudantes possam entender os caminhos de melhoria.
Registro de observações: mantenha um diário de sala com dúvidas frequentes, ajustes de ritmo e feedback personalizado para cada estudante, promovendo uma cultura de avaliação contínua.