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Verificação de números em Python: maior, menor ou igual

Como referenciar este texto: Verificação de números em Python: maior, menor ou igual. Rodrigo Terra. Publicado em: 15/02/2026. Link da postagem: https://www.makerzine.com.br/educacao/verificacao-de-numeros-em-python-maior-menor-ou-igual/.


 
 

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Ao final, o leitor terá ferramentas para transformar situações cotidianas em exercícios de programação, promovendo pensamento computacional e precisão na verificação de condições.

 

Operadores relacionais

Em Python, os operadores de comparação são: >, <, >=, <=, == e !=. Eles permitem transformar uma pergunta de lógica em código simples e legível.

Ao comparar valores, o resultado é um booleano: True ou False. Esse valor é fundamental para decisões de fluxo, como em estruturas if, while e expressões condicionais.

É comum combinar operadores com palavras-chave como and, or e not para construir condições mais complexas, por exemplo quando queremos verificar se um número está dentro de um intervalo ou se uma string satisfaz múltiplas regras.

Além disso, convém considerar a coerção de tipos e evitar armadilhas comuns, como comparar string numérica com inteiro; para evitar surpresas, normalize os tipos antes de comparar e utilize funções de conversão quando apropriado.

 

If simples e encadeamento lógico

Um teste básico: se A > B, use if A > B: …; caso contrário, verifique outra condição com elif ou use else. Em Python, as estruturas de decisão permitem encadear condições de forma simples e legível, o que facilita o raciocínio lógico, especialmente para iniciantes.

O encadeamento permite explorar várias relações entre dois números sem criar blocos complexos. Ao invés de blocos aninhados, você pode usar elif para cobrir cenários adicionais, mantendo o código limpo e previsível.

Além da comparação de maior e menor, é comum tratar a igualdade com A == B e a diferença com A != B. Operadores de ordem (>, <, >=, <=) ajudam a cobrir bordas, como quando A ou B são iguais ou quando se deseja permitir apenas valores acima ou abaixo de um limiar.

Dicas para docentes: proponha exercícios simples com valores explícitos, peça aos alunos que prevejam o resultado antes de executar o código e incentive a leitura de mensagens de saída para reforçar o pensamento computacional.

Exemplo rápido: com A = 7 e B = 3, o teste confirma que A é maior que B; com A = 2 e B = 5, o código passa para a condição seguinte. Assim, a lógica de decisão fica evidente e reutilizável em problemas do mundo real.

 

Trabalhando com inteiros

Para inteiros, a comparação é direta: A > B, A == B e A < B retornam True ou False com valores numéricos.

Além disso, inteiros podem ser usados em expressões lógicas simples, onde operações como A != B ou A >= B ajudam a capturar cenários comuns em problemas de programação.

Combine condições usando operadores lógicos para casos mais específicos. Por exemplo, para saber se um valor está entre dois limites, você pode usar: (A > LimiteInferior) and (A < LimiteSuperior).

É útil notar que booleans em Python são valores inteiros: True corresponde a 1 e False a 0, o que às vezes influencia contagens ou somas simples com inteiros.

Boas práticas incluem escrever cenários de teste simples, criar pequenos exemplos em papel e depois codificar esses casos em testes unitários para verificar que as condições estão funcionando conforme o esperado.

 

Floats e precisão

Ao trabalhar com floats, tenha em mente pequenas imprecisões de arredondamento; use uma tolerância, por exemplo abs(a – b) < 1e-9, para decidir igualdade aproximadamente.

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Isso evita falhas de comparação devido a erros de ponto flutuante.

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Outra prática importante é entender a diferença entre igualdade absoluta e relativa. Em muitos cenários, uma diferença de 1e-9 pode representar variações insignificantes dependendo da magnitude dos números.

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Ao trabalhar com cálculos financeiros ou de alta precisão, considere usar a classe Decimal ou números inteiros representando centavos, para evitar a perda de precisão típica dos floats.

 

Entradas do usuário e prevenção de erros

Ao ler números do usuário, converta com int() ou float() dentro de try/except para tratar valores inválidos.

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Além disso, envolva a operação de conversão em uma função utilitária que padronize o tratamento de erros e as mensagens ao usuário.

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Ao validar entradas, considere cenários como números inteiros, decimais, números em strings com espaços, sinais, ou até notação científica, para que sua verificação seja robusta.

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Utilize mensagens de erro claras e consistentes, para que o código seja compreensível por alunos e para facilitar a depuração por docentes.

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Exemplos de fluxo de validação ajudam a demonstrar o processo: tente converter, capture ValueError, informe o usuário e repita a solicitação até que a entrada seja válida, mantendo a lógica de maior/menor/igual intacta.

 

Boas práticas e exercícios

Boas práticas ajudam a tornar o código legível e confiável. Adote estruturas de decisão claras como if, elif e else, mantendo cada condição simples e comentando quando necessário.

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Use nomes de variáveis descritivos e consistentes. Evite siglas ambíguas e prefira palavras completas que reflitam o papel da informação no programa.

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Crie casos de teste com limites superiores e inferiores para verificar comportamentos extremos, como números muito grandes, valores negativos ou zero. Isso reduz surpresas em produção.

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Exercite cenários reais, como comparar notas, temperaturas ou contagens, para consolidar o conceito. Combine essas situações com listas ou dicionários simples para enriquecer a prática.

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Ao final, documente as decisões lógicas com pequenos comentários ou docstrings, para que leitores futuros entendam por que uma condição foi escolhida.

 

Rodrigo Terra

Com formação inicial em Física, especialização em Ciências Educacionais com ênfase em Tecnologia Educacional e Docência, e graduação em Ciências de Dados, construí uma trajetória sólida que une educação, tecnologias ee inovação. Desde 2001, dedico-me ao campo educacional, e desde 2019, atuo também na área de ciência de dados, buscando sempre encontrar soluções focadas no desenvolvimento humano. Minha experiência combina um profundo conhecimento em educação com habilidades técnicas em dados e programação, permitindo-me criar soluções estratégicas e práticas. Com ampla vivência em análise de dados, definição de métricas e desenvolvimento de indicadores, acredito que a formação transdisciplinar é essencial para preparar indivíduos conscientes e capacitados para os desafios do mundo contemporâneo. Apaixonado por café e boas conversas, sou movido pela curiosidade e pela busca constante de novas ideias e perspectivas. Minha missão é contribuir para uma educação que inspire pensamento crítico, estimule a criatividade e promova a colaboração.

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